terça-feira, 27 de outubro de 2015

Produtividade interpessoal é o caminho para bons resultados

Por Paulo Kretly

Visão analítica e disponibilidade de se renovar são características importantes na vida de um líder. Sempre me deparo com profissionais que dizem ter problemas relacionados com o tempo, que a pressão do dia a dia os tem deixado insatisfeitos com seus resultados e que seus subordinados não se envolvem com as metas. Por maiores que sejam os desafios dos líderes, o mais difícil ainda está em olhar para sua equipe como verdadeiros colaboradores e desenvolver uma produtividade interpessoal. Temos de perceber se não estamos fazendo o que Peter Drucker define como um equívoco de gestão: “Muito do que chamamos gerenciamento é dificultar o trabalho das pessoas”.
E é por essa razão que destaco a importância da visão analítica, pois através dela é que será possível detectar as necessidades de mudanças. Assim como olhamos para o mercado e como ele se movimenta é preciso um olhar interno. Fazer uma auto-análise de suas atitudes. Se a insatisfação nos resultados e os níveis de stress são constantes há algo errado, e um bom profissional deve assumir o erro e mudar os rumos.
Não adianta procurar culpados, pois a mudança tem que acontecer de dentro para fora e não de fora para dentro. A produtividade interpessoal é um importante caminho, pois ela nada mais é do que a capacidade do indivíduo se relacionar e interagir com outras pessoas.

Se olharmos para a definição da palavra, interpessoal é o que se realiza entre duas pessoas. Ou seja, um bom líder não realiza nada sozinho e reconhece isso. “A própria essência da liderança é que precisamos de visão; o toque de clarim não pode ser vacilante”. Essa declaração de Theodore M. Hesburgh, citada por Stephen  Covey no livro O 8º Hábito – da Eficácia à Grandeza, define a importância da definição do foco e do alinhamento para que uma relação interpessoal seja positiva.

É preciso confiar em seus colaboradores, pois quando as pessoas não são envolvidas elas não se comprometem. E sem engajamento não há comprometimento. Os liderados precisam saber para onde estão sendo conduzidos e como são importantes para chegar aos objetivos.

Vivemos em uma sociedade interdependente, e o líder que não acompanhar essa tendência ficará para trás. Com a pressão por rapidez nos processos e demandas cada vez mais urgentes, somente através da interação é que será possível ser mais produtivo.

Já que estamos falando de algo transformador, uma habilidade eficaz de um gestor interdependente é a de saber ouvir. Aqueles que não pedem feedback para seus colaboradores, não delegam processos do planejamento e assumem tudo para si, só tem a perder. Por essas e outras é que ainda temos executivos virando noites no trabalho e suas vidas pessoais ficando destruídas.

Recentemente visitei uma grande instituição financeira e conversando com algumas pessoas descobri que estavam há mais de vinte horas dando expediente na empresa, e o mais complicado é que essas situações são constantes. Depois em reunião com um dos diretores perguntei quanto tempo achava que ele e seus subordinados aguentariam aquele ritmo. Um ano? Dois anos? Ou até que se tornassem improdutivos? Qual seria o limite?

Essa situação faz lembrar a fábula da galinha dos ovos de ouro. Se a galinha morre não se tem mais o resultado que é o ouro. Um levantamento realizado pela FranklinCovey, com  10 mil empresas americanas mostrou que, ao reduzir uma jornada violenta de trabalho, um funcionário passa a produzir até cinco vezes mais. A questão não é o tempo que se passa na empresa, mas a qualidade da execução enquanto se está lá.

Retomando o exemplo da área financeira, esse é um setor, que assim como outros, exige três comportamentos fundamentais: constância, planejamento e uma execução primorosa.  Com isto poderemos alinhar objetivos e implementar sistemas em busca de resultados.

Quando não liderarmos com interdependência, e pecamos com essas características teremos problemas com prazos, desgastes e resultados ineficientes. Se lutarmos contra isto as conseqüências serão outras. Dr. Covey comentou que “uma das maneiras de ter uma execução eficaz é liberar paixão e talento tornando claro o caminho que está diante deles e então sair da frente”. “O fortalecimento é onde está o nó da questão numa equipe e é o fruto culminante dos papéis do líder”.

O que se tem de combater é a resistência interna ao planejamento e, as circunstâncias podem vir de cima, ou seja, dos líderes. O mau planejamento de um, afeta diretamente o planejamento de outras pessoas, em um verdadeiro efeito cascata. Se não formos interdependentes, afetaremos os processos e com ele seus resultados.

Algumas mudanças levam tempo, mas não tenho dúvida de que as equipes oferecerão resultados melhores e sustentáveis trabalhando de maneira interdependente. Esse processo de amadurecimento é totalmente compensado pelos resultados que serão obtidos.

Em um mundo de mudanças rápidas, constantes e complexas, logicamente não se pode esquecer de que é preciso ser veloz nos negócios, estar um passo a frente. É como diz Jack Welch, um dos maiores pensadores de gestão, “aquele que não for rápido está morto”.

Temos que ser rápidos, essa é uma verdade. Mas é preciso afinar o instrumento, e se organizar para efetuar mudanças. Essa iniciativa demanda tempo e será mais válida do que executar quando os processos já se tornaram importantes e urgentes. Ficar apenas apagando incêndios não gera resultados sustentáveis.

Quando se tem grandes líderes, você automaticamente possui grandes equipes e atinge grandes resultados.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Autoconhecimento

Por Paulo Kretly

Você é motivado (a) em suas atividades? Descubra por quê. Pense em você com uma pessoa completa analisando corpo, mente, coração e alma. 

1.     Corpo:  Eu conquisto resultados?  Assimilo-os de forma sustentável?  (EX: Transmito confiança para os outros? Sou física e mentalmente saudável? Minha vida não está desabando?).

2.    Coração:  Meus talentos e paixões agregam-se ao meu trabalho?

3.     Mente: Eu sou capaz de utilizar minha inteligência e criatividade na maioria das minhas atividades diárias? 

4.    Alma: Existe algum grande significado no que eu faço? O sentido pode ser analisado de acordo com o impacto de seu produto ou serviço, tanto para a sua comunidade, quanto para o mundo, ou pode ser visto como uma realização e desenvolvimento pessoal, ou apenas algo que as pessoas digam “Isso parece certo” 

Baseando-se em suas respostas, você tem escolhas. Quais as responsabilidades que você pode assumir e que fariam a diferença em sua contratação? Existe alguma necessidade na empresa que você pode ocupar para incrementar seu trabalho? Antes de readaptar seu currículo analise se poderia estar melhor e mais feliz em outro lugar e esteja certo que realizou todas as suas atividades de acordo com uma escala de dedicação. Se o problema ainda persistir, fatalmente e infelizmente ele seguirá você em suas próximas atividades. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Compreensão e percepção

Por Paulo Kretly


À medida que você aprende a entender profundamente as outras pessoas, vai descobrir grandes diferenças em sua percepção. Também vai começar a dar valor ao impacto que estas diferenças provocam quando as pessoas tentam trabalhar juntas em situações interdependentes. 

Você vê a moça. Eu enxergo a senhora. E nós dois podemos estar certos. Você pode olhar o mundo através de seu centro no cônjuge. Eu o vejo pelas lentes do dinheiro e da preocupação econômica. Você pode ter sido criado com a mentalidade de abundância. Eu posso seguir a mentalidade da escassez. Você pode abordar os problemas a partir de um paradigma do cérebro direito, altamente visual, intuitivo e holístico. Eu posso ser um típico cérebro esquerdo, muito sequencial, analítico e verbal em minhas abordagens. 

Nossas percepções podem ser muito diferentes. E, mesmo assim, nós dois vivemos durante anos, cada um com seu paradigmas, pensando que eles são "fatos", e questionando o caráter ou a competência conceitual de qualquer um que não consiga ver os "fatos".
Bem, como todas as nossas diferenças, estamos  tentando trabalhar em conjunto - em um casamento, trabalho, projeto de serviço comunitário - e tentando gerenciar recursos para obter resultados. E como vamos agir? Como vamos transcender os limites de nossas percepções individuais, de forma que possamos nos comunicar em profundidade, de modo que possamos lidar cooperativamente com as questões que temos pela frente e alcançar soluções ganha-ganha? 

A resposta é  "procure primeiro compreender, para depois ser compreendido". Mesmo quando (e principalmente nesse caso) a outra pessoa não adota o mesmo paradigma, é preciso tentar primeiro compreender. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Como barrar a impulsividade na tomada de decisões e alcançar o sucesso

Por Paulo Kretly

O ímpeto serve para alçar voo depois de planejar a trajetória e não como inspirador decisivo


Em tempos inconstantes, onde as condições financeiras e de trabalho oscilam ante as transformações do mercado, saber decidir é a chave para levar uma equipe a vencer. Essa qualidade é importante para identificar um grande líder, pois são os líderes, que mesmo em meio às tempestades do caminho, mantêm o equilíbrio e os resultados à frente.

Tal situação pode ser comparada à prática do Triathlon.  A competição, que envolve três modalidades distintas (natação, corrida e ciclismo) pode ficar comprometida se houver uma única falha durante as transições colocando a perder todo o planejamento.

Às vezes, a equipe enfrenta situações extremas e não consegue ver além da etapa que exige esforço para ser superada. Mesmo com uma reviravolta, o caminho não será fácil – nós entramos em um mundo em que os riscos do passado parecem suaves comparados com os que encaramos hoje. Crises futuras podem ser mais severas que qualquer coisa que tenhamos enfrentado. Nessas horas, ter um grande líder que se baseia em princípios sólidos, mesmo num ambiente fluído e inconstante, é indispensável.

Isso se dá inclusive por um fator muito importante na gestão: não tomar decisões impulsivamente. Ao manter o foco, o líder consegue preparar-se antes de  chutar o pênalti. Assim, mesmo correndo contra o tempo, ele não perde a partida.

Há diversos exemplos de situações onde a pressa foi a causadora dos problemas, pois é sempre preciso analisar a forma de agir para que a impulsividade não destrua anos de trabalho.
Por isso é necessário também construir a base para saber barrar o impulso e ter sucesso. A dica é prever esses perigos. Isso será possível ao seguir conceitos como: executar prioridades com excelência, mover-se com a velocidade da confiança, realizar mais com menos e reduzir o medo. Se há uma coisa certa quanto à vida, é a incerteza. As grandes equipes atuam consistentemente e com excelência, a despeito das condições.

O que  também ajuda nesses momentos é saber o que fazer. Bob Whitman, Nassim Nicholas Taleb, Steven Covey autores do livro “Resultados previsíveis em tempos imprevisíveis”, comentam que um grande líder tem bem claro em sua mente qual o plano a seguir e ao mesmo tempo precisa ter a certeza de que os colaboradores saberão como se comportar. Os autores ainda usam um exemplo. Numa recessão, repentinamente todos tem o mesmo objetivo óbvio: cortar custos e manter o caixa num nível mais alto. Até mesmo a lucratividade fica em segundo lugar. Quer se tenha fins lucrativos ou não, é necessário ter dinheiro - ou fechar as portas.

Se a meta “cortar gastos” tiver sido anunciada, será que cada gerente estará ciente dela? Isso implica em que todos saibam o que fazer? Todos têm uma tarefa específica e bem definida a fazer? Todos têm metas estabelecidas para aumentar a receita, cortar custos e acelerar a arrecadação? Ou eles estão deixando esse trabalho tão importante apenas para o departamento comercial e o financeiro?

Resolver essas pendências antes que o problema cresça melhora muito a qualidade das decisões em momentos críticos. Assim o impulso servirá para seu papel mais nobre, o de levar ao sucesso depois de decisões bem tomadas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O que você vende vale nada. A não ser que....

Por Maurício Araújo

E se eu te dissesse que seu produto ou serviço não tem valor intrínseco algum.

Ou seja, o que você vende não tem qualquer valor em si mesmo para o mercado. Não há qualquer oportunidade latente para aquilo que você tem nas tecnologias desenvolvidas ou nos estoques de sua empresa...

Você duvida?

A razão é simples.

Todo produto ou serviço deriva valor apenas dos problemas que resolvem ou dos resultados que produzem.

Quando interage, um profissional de vendas experiente busca primeiro compreender o que seu cliente realmente quer alcançar ou resolver. Se este profissional não consegue detectar o impacto financeiro de sua solução a favor do cliente, ele sente-se obrigado a alerta-lo sobre isto.

Ele sabe que se o seu produto ou serviço não ajuda seu cliente a resolver um problema ou a atingir algum resultado, este vendedor não tem valor algum a oferecer.

Quanto está custando para o cliente o problema que você quer ajuda-lo a resolver?

Quanto o cliente ganharia com o resultado que você quer ajuda-lo a obter?

Quantificar estes valores significa quantificar o alcance de sua oferta.

Para isso, no primeiro momento você precisa deixar de lado sua solução. Um dos erros mais comuns de vendedores inexperientes é que eles falam demais sobre si mesmos. Eles falam sobre seus clientes, sua história, seus produtos e serviços, etc, etc....

Eles arrogantemente acham que têm a solução perfeita sem ao menos quantificarem o problema do cliente! De fato, até que provem o contrário, suas soluções não valem coisa alguma!!


Então, por que eles fazem isto???

Porque é muito mais confortável para estes vendedores falarem sobre si mesmos e sobre as soluções que dominam. Um vendedor medíocre entra em sua Zona de Conforto quando surge o slide “Nossa Empresa”, seguido de 45 minutos de malabarismos, piadas manjadas e scripts viciados...

E quando finalmente apresentam seu preço, o cliente acha caro demais e pede desconto. O vendedor faz o que pode para conseguir a venda e torce para dar certo. Com sorte, uma em cada dez tentativas se concretizam.

Ao invés disso, vendedores experientes não falam de sua solução antes da hora. Eles exploram objetivamente os problemas, os resultados almejados, os impactos financeiros, os critérios que o cliente irá utilizar para tomar sua decisão e então eles falam de sua oferta. O preço torna-se um fator secundário neste nível de discussão.

Entrar neste campo é arriscado, desconhecido e mais confortável para o cliente do que para o vendedor.

Por isso poucos ousam fazê-lo. Os calouros sabem que isso é para profissionais.

Pela experiência adquirida pela FranklinCovey ao estudar milhares de campeões de vendas ao redor do mundo, concluiu-se que quando o cliente tem espaço para compartilhar suas necessidades PRIMEIRO, antes que o vendedor comece a falar de si mesmo, isto abre espaço para que DEPOIS ele prove  - com muito mais propriedade - como sua solução poderá ajudar o cliente no que ele quer resolver ou alcançar!


Portanto, antes de sair por aí falando que os problemas dos seus clientes acabaram, vendedores-adivinhos precisam se dar conta de que os problemas de seus  clientes na verdade, apenas começaram....

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pequenos líderes: novo método quer 'criar alunos para vida'

Em entrevista exclusiva ao Terra, desenvolvedor do método de ensino 'O Líder em Mim' falou sobre os principais desafios da educação atual


Pense em uma sala de aula que, além dos problemas matemáticos, os professores ensinassem seus alunos a resolverem conflitos da "vida real" e a terem sucesso nela. Agora pense em uma escola prestes a fechar. Você acreditaria que apenas sete passos, que contam com valores morais como proatividade e “fazer primeiro o mais importante”, conseguiram mudar o futuro do colégio? 

Parece difícil e até utópico de crer, mas essa foi a reinvenção que a diretora Muriel Summers precisava para dar um novo fôlego aos alunos e ao corpo docente da escola A.B. Combs, na Carolina do Norte, Estados Unidos.

O método de ensino O Líder em Mim , utilizado para ajudar o colégio, nasceu em 1999 e foi desenvolvido por Sean Covey, baseado no livro Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes , escrito pelo pai Stephen R. Covey. O educador esteve no Brasil para uma palestra sobre o assunto e em entrevista exclusiva ao Terra , por telefone, Sean falou sobre os principais desafios da educação atual. 

O método já é utilizado por mais de 250 escolas brasileiras e foca em crianças do Ensino Fundamental (1º ao 9º ano). Como Convey explica, “as matérias básicas não são o suficiente, precisamos educar as crianças por completo. Precisamos ensinar valores como criativade, colaboração, como lidar com outras pessoas, responsabilidade.”

“Eu tenho a oportunidade de viajar ao redor do mundo, conhecer diferentes escolas, e vejo que os problemas são basicamente os mesmos. E o sistema brasileiro não foge disso”, afirma. “Visitei países como Índia, México, Holanda, Estados Unidos, China e os problemas são similares. A necessidade de educar os alunos para a vida é similar no mundo inteiro”.

O Líder em Mim incentiva os alunos a acharem seus próprios dons e enxerga que cada criança é um líder em potencial. Existem sete passos básicos instigados em sala que são os “pilares” do método e criam uma linguagem comum, facilitando a comunicação entre alunos e professores: 

Hábito 1: seja proativo
Hábito 2: comece com o objetivo em mente
Hábito 3: faça primeiro o mais importante
Hábito 4: pense ganha-ganha (ou seja, o aluno precisa resolver possíveis conflitos de forma que ambas as partes saiam ganhando)
Hábito 5: procure primeiro compreender, depois ser compreendido
Hábito 6: crie sinergia
Hábito 7: afine o instrumento (ache um equilíbrio entre corpo, cérebro, coração e alma)

“O método é um processo escolar. Começa com os professores aprendendo os valores de um líder e passando para as crianças, que aprendem responsabilidades como balancear corpo, mente e espírito. Assim como aprendem a resolver problemas matemáticos, também precisam aprender a lidar com outras pessoas”, explica o educador.

Porém, se a primeira vista parece complicado para crianças assimilarem uma nova forma de pensar, para os adultos o processo pode ser ainda mais desafiador.

“Adultos têm dificuldades em ‘desaprender’, então o método também tem muito a ver com os próprios adultos (professores, funcionários, pais). O método começa com os professores, os funcionários do colégio e eles aprendem que se queremos uma mudança, precisamos começar com nós mesmos. É muito mais fácil com crianças do que com adultos”, explica Covey.

Segundo o educador, os professores se sentem tão beneficiados quanto os alunos, pois são relembrados do por que escolheram ensinar, por que estão trabalhando com crianças. Como resultado, os profissionais voltam a encontrar alegria em sua rotina. “O projeto é de dentro para fora. É difícil para adultos mudarem. A razão por que o método impacta tanto é que começa com os professores, ele muda a cultura da escola”, afirma.


O desenvolvedor do método acrescenta: o que fortalece esse sistema de ensino é levar em consideração que cada criança é diferente, portanto, é melhor em áreas diferentes. “Parte da força de O Líder em Mim é que ele valoriza o aluno como indivíduo. Queremos ajudar cada criança a achar seu dom, sua voz, em que são boas. Não é uma receita de bolo. Em que você é bom? Vamos descobrir e comemorar com você”.
“Crianças com dificuldade de aprendizagem, autismo, ou muito tímidas costumam se dar muito bem em escolas que usam o método. E o motivo desse sucesso é que os professores são instigados a ajudarem eles, descobrirem junto com o aluno em que eles são bons, incentivá-los”, comenta.

Como exemplo, Sean cita o caso que ocorreu em uma das escolas, nos Estados Unidos.
“Tinha um aluno, conhecido por praticar bullying com outras crianças, que havia sido expulso de seu colégio. Ao chegar à nova escola e conversar com a diretora, mostrou o mesmo comportamento, até a xingou. O que foi feito? Ela lhe atribuiu uma atividade de liderança: ele seria o responsável por separar as brigas na hora do intervalo. Ele ficou surpreso, porque estava acostumado a ser o ‘cara malvado’. Mas essa atitude e o incentivo dos professores mudaram sua forma de agir.”

“O intuito é ir atrás de cada criança, não apenas celebrar e exaltar aqueles que vão bem nas matérias ou são bons nos esportes. Se você é bom em audiovisual, por exemplo, vamos achar uma tarefa para você exercer isso”, finaliza.
O Líder em Mim já chegou a 36 países, como Argentina, Egito, Nova Zelândia e Uganda. Sean Covey explica como o método deu certo mesmo em culturas que se mostram tão diferentes: “foi uma bela surpresa para nós ver como o método se adaptou em tantos países. Claro que eles precisam fazer alguns ajustes, colocam seus próprios ‘temperos’. Mas como O Líder em Mim é baseado em valores universais, funciona muito bem. Já testamos em países como Taiwan, China e Arábia Saudita.”

O mundo está mudando cada vez mais rápido, métodos de ensino que antes pareciam brilhantes, hoje já se mostram defasados. Porém, a educação em si ainda demora a mudar. E Covey tem uma explicação para isso.
“Educação é algo demorado, porque você tem sistemas que são difíceis de quebrar. Já saímos da era industrial, estamos na era do pensamento, da criatividade, mas essa era industrial ainda está presente em muitas empresas e não é fácil romper com isso. Só as matérias básicas não são suficientes, temos que criar os alunos para a vida.”



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A mudança de Paradigma na Comunicação

Por João Palmeira


Falar é uma necessidade, escutar é uma arte. - Goethe, Johann           


O modelo abaixo utilizado por Stephen M. R. Covey em seu livro - A Velocidade da Confiança, discute comportamentos e a comunicação relacionados a liderança.


Essas dimensões possuem correlação, sempre que uma delas é impactada as outras sofrem influência em algum grau. A confiança é estabelecida quando os comportamentos e linguagem estão alinhados.

O impacto de uma mudança na linguagem pode trazer uma nova visão a respeito de como enxergamos os outros e o mundo a nossa volta.

Conta certa história que um pregador entusiasmado falava em praça pública a um grande número de ouvintes.  Como muitas vezes acontece, um escarnecedor interrompeu-o dizendo:

- Pregador, o seu Deus pode fazer tanta coisa como você esta dizendo,  mas não pode  mudar a roupa desse mendigo que está ao seu lado.

O pregador, sem se perturbar, respondeu:

- Realmente, Nisso o senhor tem razão.  Deus não vai mudar a roupa desse mendigo ao meu lado,  mas Deus pode mudar o mendigo que está dentro dessa roupa.

Mudar não é fácil, as vezes nem mesmo temos a consciência da necessidade da mudança.  Uma maneira de fazer isso é, perguntar as pessoas que se importam conosco sobre que sinais estamos emitindo no processo da comunicação ou  ainda avaliar os resultados que temos colhido. 

Temos a tendência de usar estratégias que deram certo.  Isso começa na mais tenra idade, alguns utilizam o choro, a birra, a teimosia, a insistência, os gritos ou o silêncio.  Ao fazer isso ao longo de muitos anos, não percebemos nossos comportamentos e os repetimos constantemente.

A primeira coisa a fazer é estar atento ao nosso comportamento e se mostrar disposto a mudar.  No livro Conversas Cruciais, os autores sugerem que estejamos atentos as estratégias que usamos.  As pessoas tendem a não se sentir seguras, quando não há fluxo livre de informações, isso acontece quando tentamos impor nossas ideias.  Geralmente as reações estão dentro de uma das estratégias citadas.  Olhe para o resultado de  suas experiências  recentes de comunicação em bate papos informais ou em reuniões formais. Será que há um padrão? A insegurança na conversa  tende a nos deixar totalmente cegos `a solução.  O caminho é reprogramar o cérebro, fazemos isso ao nos colocarmos em posição de questionar nossa percepção sobre nossos motivos verdadeiros.  O que pode ser feito então? Segundo os escritores Joseph Grenny, Ron Mcmillan, do livro Conversas Cruciais, alguns dos possíveis caminhos, são:

- Aprenda a ver o conteúdo e as condições
- Procure o momento em que a situação se torna decisiva
- Aprenda a observar problemas de segurança
- Olhe para ver se os outros estão buscando estratégias de silêncio ou agressividade
- Procure explosões do seu estilo sob estresse.

Comunicar-se eficazmente é uma questão importante no meio profissional, precisamos identificar quais são os motivadores, desejos e necessidades dos envolvidos e de que maneira nos comportaremos e passaremos a mensagem.  A comunicação pode ser feita de mais de uma maneira, através de gestos, imagens, oral, escrita e pela mídia em suas diferentes formas.   Nos comunicamos basicamente a maior parte do tempo de forma escrita e oral, quando desejamos rapidez, a forma oral sempre será mais eficaz, a escrita formaliza a informação.  Seu objetivo na comunicação poderá determinar a melhor maneira, tenha sempre em mente qual o conteúdo será abordado.

Algumas vezes criamos barreiras imaginarias e agimos como se fossem verdades absolutas, é preciso superá-las.  Precisamos esclarecer nossos objetivos, ser diretos e algumas vezes ser breves em nossas colocações, certificando-se que a mensagem está sendo entendida.

Que comportamentos poderão nos ajudar no processo da comunicação eficaz?

Vejamos alguns deles:

-  Procure evitar interromper a pessoa que estiver falando;
-  Mostre sincero interesse pelo outro e pelo assunto;
-  Evite emitir juízo antes de compreender claramente;
-  Acredite no que está sendo compartilhado, até que lhe seja provado o contrário;
-  Procure manter-se atento a maior parte do tempo possível;
-  Pergunte apenas para se certificar e esclarecer o que estiver ouvindo;

O processo de comunicação eficaz pode parecer trabalhoso, mas pense: O que posso ganhar se conseguir me fazer entender?  Como posso mostrar interesse verdadeiro no outro? Como posso melhorar minhas habilidades de comunicação? O que eu não tenho feito, e se fizesse mudaria os meus resultados?

Boa reflexão!